Entre a Operação Historiográfica e o Signo Ideológico: O Posicionamento do Sujeito na Crítica Epistemológica e na Seleção de Fontes

Autores

DOI:

https://doi.org/10.19141/2763-5163.docentdiscunt.v6.n00.pe02051

Palavras-chave:

História da Educação, Operação Historiográfica, Signos e Significados, currículo

Resumo

Objetivo: Desvelar a função ideológica do imperativo positivista no ato científico de pesquisar, propondo que a rigorosidade científica reside no posicionamento consciente do pesquisador face às relações de poder que estruturam a produção do conhecimento.

Método: Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa, cujo corpus de análise é composto por revisão teórica de autores da História Cultural e da Crítica Epistemológica. Os dados foram coletados por meio do estudo de obras fundadoras — De Certeau (2002), Bakhtin (1992), Foucault (2011) —, a partir das quais se fundamentam a Operação Historiográfica e o signo ideológico. O método empregado consiste em estudos bibliográficos, visando a problematizações a partir do discurso da neutralidade e à revalidação da subjetividade.

Resultados: A pesquisa bibliográfica revelou que a validade científica do pesquisador reside na confissão de seu lugar social e na capacidade de objetivar a si mesmo. Na aplicação à História da Educação, lê-se o currículo como Documento de Identidade e palco de estratégias de poder. Tal epistemologia do posicionamento estabelece um rigor mais contextualizado para as Ciências Humanas, engajado na transformação social.

Conclusão: Concluiu-se que a pretensão de neutralidade do sujeito cognoscente, herança do positivismo oitocentista, revela-se como um imperativo ideológico muito frágil no campo das Ciências Humanas e, particularmente, na História da Educação. Longe de garantir a objetividade, esse mito atua como um mecanismo de ocultação das dinâmicas de poder que permeiam tanto o fazer científico quanto a constituição da realidade social.

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Biografia do Autor

Flaviane Giroto, Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita Filho - UNESP, São Paulo, (Brasil)

Mestra em Educação em curso, na linha de pesquisa História da Educação,  pela Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita Filho - UNESP de Marília, São Paulo, (Brasil). Com atuação na Educação Básica na Rede Municipal de Ensino de Marília/SP, possui experiência na Educação Infantil e nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Desenvolvimento de projetos autorais voltados à inovação educacional, com foco na integração ética da Inteligência Artificial à prática docente, na inteligência emocional como fundamento pedagógico e na mediação entre escola e família. Produção de conteúdos digitais direcionados a professores e famílias, com ênfase na tradução de temas teóricos em propostas aplicáveis e conectadas à realidade educacional.

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Publicado

2025-12-25

Como Citar

GIROTO, F. Entre a Operação Historiográfica e o Signo Ideológico: O Posicionamento do Sujeito na Crítica Epistemológica e na Seleção de Fontes. Docent Discunt, Engenheiro coelho (SP), v. 6, n. 00, p. e02051, 2025. DOI: 10.19141/2763-5163.docentdiscunt.v6.n00.pe02051. Disponível em: https://www.revistas.unasp.edu.br/rdd/article/view/2051. Acesso em: 28 out. 2026.

Edição

Seção

Artigos