https://www.revistas.unasp.edu.br/rdd/issue/feedDocent Discunt2026-06-04T23:10:13-03:00Jurany Leite Ruedajurany.rueda@unasp.edu.brOpen Journal Systems<p>A <strong>Revista Docent Discunt (RDD)</strong>, <em>ISSN 2763-5163</em>, é um periódico <strong>Qualis B2</strong> de fluxo contínuo, publicado pelo Mestrado Profissional em Educação do Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP). A RDD tem como missão a divulgação do conhecimento científico na área de educação, didática e áreas correlatas de forma a expandir o pensamento e a prática educacional através de trabalhos originais da área ou que dialogam com as esferas do campo educacional. O periódico tem como intuito promover a divulgação do conhecimento no âmbito educacional e suas nuances, com enfoque nas linhas de pesquisa do mestrado: Formação de Professores e Gestores Educacionais.</p> <p>A <strong>RDD</strong> é editada pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp). Adicionalmente, o UNASP mantém uma parceria internacional com a <a href="https://lp.unasp.br/andrews/" target="_blank" rel="noopener"><em>Andrews University </em>(Estados Unidos)</a>.</p> <p><strong>e-ISSN</strong>: <a href="https://portal.issn.org/resource/ISSN/2763-5163" target="_blank" rel="noopener"><strong>2763-5163</strong> </a>| <strong>Ano de criação</strong>: 2020 | <strong>Área do conhecimento</strong>: Educação e áreas correlatas|<strong>Qualis</strong>: C (2017-2020)|</p>https://www.revistas.unasp.edu.br/rdd/article/view/2084Educação Bilíngue com Abordagem STHEAM no Ensino de Ciências para Crianças Surdas2026-02-02T14:39:56-03:00Sâmia Silvasamiamartins@gmail.comRenata Lemoslemosaraujo@gmail.comWELBERTH FERREIRAwelberthsf@gmail.com<p><strong>Objetivos:</strong> Analisar o Ensino de Ciências para crianças surdas a partir da perspectiva da educação bilíngue, considerando a língua brasileira de sinais – Libras como primeira<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a> língua e a língua portuguesa escrita como segunda, e discutir o potencial da abordagem STHEAM como estratégia pedagógica transdisciplinar, inclusiva e sensível às especificidades linguísticas, culturais e sociais desse público.</p> <p><strong>Métodos:</strong> Trata-se de uma pesquisa de natureza bibliográfica, com abordagem qualitativa, fundamentada na análise de produções acadêmicas sobre educação bilíngue, Ensino de Ciências e abordagem STHEAM, bem como em legislações brasileiras relacionadas à inclusão e acessibilidade de pessoas surdas. A discussão é articulada a propostas de atividades pedagógicas alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC).</p> <p><strong>Conclusões:</strong> Conclui-se que a educação bilíngue associada à abordagem STHEAM apresenta potencial para promover práticas pedagógicas mais inclusivas no Ensino de Ciências para crianças surdas, ao valorizar a Libras, a cultura surda e a transdisciplinaridade. Embora não elimine todos os desafios da inclusão, a proposta contribui para uma mediação docente mais sensível às diferenças e às necessidades dos estudantes.</p> <p><strong>Contribuições Teóricas:</strong> O estudo amplia o debate sobre inclusão educacional de alunos surdos ao articular bilinguismo, translinguagem e abordagem STHEAM, destacando a centralidade das humanidades na construção de práticas pedagógicas críticas, inclusivas e contextualizadas no Ensino de Ciências.</p>2026-02-25T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Docent Discunthttps://www.revistas.unasp.edu.br/rdd/article/view/2093Efeitos das Variáveis Psicolinguísticas na Leitura e Escrita de Crianças em Alfabetização Inicial: Regularidade, Frequência, Comprimento e Lexicalidade2026-02-07T09:50:36-03:00Solange de Fatima Andreassa Di Agustinisolangeandreassa37@gmail.com<p><strong>Objetivos:</strong> Investigar os efeitos das variáveis psicolinguísticas — regularidade ortográfica, frequência lexical, comprimento e lexicalidade — sobre o desempenho em leitura e escrita de palavras e pseudopalavras em crianças do 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental com dificuldades na compreensão do princípio alfabético.</p> <p><strong>Métodos:</strong> Trata-se de um estudo com delineamento quase-experimental, com grupo de comparação, envolvendo 48 crianças com idades entre 6 e 9 anos (M = 89,38 meses). Foram aplicadas tarefas de leitura e escrita de palavras e pseudopalavras. Os dados foram analisados por meio de ANOVA fatorial com medidas repetidas (MR), considerando as variáveis psicolinguísticas investigadas.</p> <p><strong>Resultados:</strong> Os resultados indicaram efeitos estatisticamente significativos das variáveis regularidade, comprimento e frequência na leitura, além de desempenho significativamente superior do grupo intervenção. Na escrita, os efeitos de regularidade foram mais robustos, sugerindo maior uso da rota fonológica. Embora a variável lexicalidade não tenha apresentado efeito significativo intragrupos, o grupo intervenção demonstrou maior acurácia tanto na leitura de palavras quanto de pseudopalavras, evidenciando maior eficiência nos processos de decodificação.</p> <p><strong>Conclusão:</strong> Os achados corroboram o modelo de dupla rota e indicam que, em leitores iniciantes, o processamento da leitura e da escrita depende predominantemente da conversão grafema–fonema, modulada por variáveis psicolinguísticas. Os resultados reforçam a importância da instrução fônica explícita para o desenvolvimento das habilidades iniciais de leitura e escrita, especialmente em crianças com dificuldades na compreensão do princípio alfabético.</p>2026-03-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Docent Discunthttps://www.revistas.unasp.edu.br/rdd/article/view/2080Silêncio epistemológico nas funções MODE do Excel: tensões entre definição estatística e mediação computacional2026-02-23T17:47:25-03:00Rafael Alberto Gonçalvesrafaelexcel@gmail.com<p><strong>Objetivo:</strong> Examinar criticamente o comportamento das funções MODE, MODE.SNGL e MODE.MULT do Excel 365 diante de conjuntos de dados amodais, unimodais e polimodais, analisando o descompasso entre a definição estatística de moda e sua implementação computacional em uma ferramenta amplamente utilizada no ensino.</p> <p><strong>Metodologia:</strong> Realizou-se um estudo qualitativo de natureza analítico-conceitual, baseado em três procedimentos complementares: análise documental das funções estatísticas do Excel, experimentação computacional com dez conjuntos de dados simulados e análise comparativa com respostas produzidas pelo Copilot. Como contraponto técnico, desenvolveu-se também uma função personalizada em VBA para identificação explícita de diferentes tipos de moda.</p> <p><strong>Resultados:</strong> Os testes evidenciaram que o Excel não reconhece explicitamente a amodalidade, retornando o erro #N/A, e apresenta limitações na representação de empates de frequência máxima, especialmente quando depende da expansão automática de células na função MODE.MULT. Em contraste, o Copilot identifica corretamente situações polimodais e explicita o raciocínio estatístico envolvido. A função desenvolvida em VBA demonstrou que é tecnicamente viável alinhar a implementação computacional à definição estatística formal.</p> <p><strong>Conclusões:</strong> Os resultados indicam que decisões de implementação presentes em ferramentas digitais podem produzir tensões conceituais no ensino de estatística quando seus resultados são interpretados como equivalentes às definições matemáticas. A análise reforça a necessidade de uso crítico de tecnologias computacionais em contextos educacionais e destaca a importância de explicitar os pressupostos conceituais que orientam a mediação tecnológica do conhecimento estatístico.</p>2026-09-04T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Docent Discunthttps://www.revistas.unasp.edu.br/rdd/article/view/2178Aquilo que o Professor já Viveu a Experiência Individual como Recurso Legítimo para Agir em Sala de Aula2026-06-04T23:10:13-03:00Sérgio Dyego Baldez Cesarsdybaldez@hotmail.com<p><strong>Objetivo: </strong>O ensaio investiga se a experiência individual do professor – fora dos manuais, das formações padronizadas e dos protocolos – pode ser um recurso legítimo para sua atuação em sala de aula, em vez de ser tratada como mero “achismo” ou ruído a ser eliminado.</p> <p><strong>Metodologia/Abordagem:</strong> Trata-se de um ensaio teórico-filosófico, ancorado em relato de experiência docente, que mobiliza os conceitos de experiência (<em>Erfahrung</em>) de Walter Benjamin, “pedagogia da presença” de Antônio Carlos Gomes da Costa, “educação menor” de Silvio Gallo, bem como contribuições de Paulo Freire, Jorge Larrosa, António Nóvoa, Dermeval Saviani, Elizabeth Macedo, Moacir Gadotti e José Carlos Libâneo.</p> <p><strong>Resultados:</strong> A experiência acumulada pelo professor, quando interpretada à luz do contexto e submetida à reflexão pedagógica, pode constituir um saber prático legítimo. A intuição, entendida como percepção situada produzida por essa experiência, orienta a atenção ao que emerge na sala; não se confunde com achismo, que repete impressões sem reflexão, sem escuta do contexto e sem abertura à revisão.</p> <p><strong>Conclusões:</strong> Valorizar a experiência individual do professor não é uma volta ao “achismo”, mas o reconhecimento de que a docência é também um ofício artesanal. A formação docente precisa criar condições para que esse saber dialogue criticamente com a teoria e com a prática pedagógica.</p>2026-10-20T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Docent Discunthttps://www.revistas.unasp.edu.br/rdd/article/view/2087O Caminho das Pedras e a Prática nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Docente - 2002 – 20242026-03-03T10:33:42-03:00Sônia Limasoniafiliu67@gmail.comSelma Fonsecaselmacfonseca@gmail.com<p><strong>Objetivos:</strong> Descrever e analisar a configuração e o papel da Prática como Componente Curricular (PCC) nas quatro últimas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para a Formação Inicial de Professores da Educação Básica, no período de 2002 a 2024.</p> <p><strong>Métodos:</strong> A pesquisa caracteriza-se como documental de natureza comparativa, utilizando as DCNs como fontes primárias. O procedimento analítico consistiu na confrontação das normativas em diferentes períodos históricos, buscando identificar continuidades, rupturas e reconfigurações na inserção da PCC.</p> <p><strong>Resultados:</strong> Os resultados evidenciam que as DCNs de 2002 consolidaram a PCC como elemento estruturante da formação docente, com carga horária mínima de 400 horas e caráter transversal. As DCNs de 2015 ampliaram essa perspectiva, destacando programas como o PIBID e fortalecendo a formação geral. Já as DCNs de 2019 mantiveram a PCC, porém subordinada às competências da Base Nacional Comum Curricular. Por fim, as DCNs de 2024 eliminaram a PCC, substituindo-a por Atividades Curriculares de Extensão, configurando uma ruptura significativa.</p> <p><strong>Conclusão:</strong> Conclui-se que a exclusão da PCC nas DCNs de 2024 representa um retrocesso na formação docente, ao fragilizar a integração entre teoria e prática. Tal mudança decorre de uma conciliação política que compromete a centralidade do saber-fazer na constituição da identidade profissional docente.</p>2026-04-01T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Docent Discunt