Aquilo que o Professor já Viveu a Experiência Individual como Recurso Legítimo para Agir em Sala de Aula
DOI:
https://doi.org/10.19141/2763-5163.docentdiscunt.v7.n00.pe02178Palavras-chave:
experiência, docência, saber prático, intuição, FORMAÇÃO DE PROFESSORESResumo
Objetivo: O ensaio investiga se a experiência individual do professor – fora dos manuais, das formações padronizadas e dos protocolos – pode ser um recurso legítimo para sua atuação em sala de aula, em vez de ser tratada como mero “achismo” ou ruído a ser eliminado.
Metodologia/Abordagem: Trata-se de um ensaio teórico-filosófico, ancorado em relato de experiência docente, que mobiliza os conceitos de experiência (Erfahrung) de Walter Benjamin, “pedagogia da presença” de Antônio Carlos Gomes da Costa, “educação menor” de Silvio Gallo, bem como contribuições de Paulo Freire, Jorge Larrosa, António Nóvoa, Dermeval Saviani, Elizabeth Macedo, Moacir Gadotti e José Carlos Libâneo.
Resultados: A experiência acumulada pelo professor, quando interpretada à luz do contexto e submetida à reflexão pedagógica, pode constituir um saber prático legítimo. A intuição, entendida como percepção situada produzida por essa experiência, orienta a atenção ao que emerge na sala; não se confunde com achismo, que repete impressões sem reflexão, sem escuta do contexto e sem abertura à revisão.
Conclusões: Valorizar a experiência individual do professor não é uma volta ao “achismo”, mas o reconhecimento de que a docência é também um ofício artesanal. A formação docente precisa criar condições para que esse saber dialogue criticamente com a teoria e com a prática pedagógica.
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Referências
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