PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES
ADESÃO DAS UNIDADES DE SAÚDE E IDOSOS DE ITUIUTABA, MG
DOI:
https://doi.org/10.19141/2237-3756.lifestyle.v7.n2.p57-64Palavras-chave:
Envelhecimento, Fitoterapia, Homeopatia, PolifarmáciaResumo
A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares estimula a oferta de procedimentos terapêuticos à população no Sistema Único de Saúde no Brasil. O presente estudo explorou a adesão dessas práticas por idosos atendidos nas Unidades de Saúde de Ituiutaba/MG. Trata-se de uma abordagem mista, descritiva e transversal, na qual os dados foram coletados por meio de entrevista e aplicação de questionário semiestruturado. Dos 155 idosos entrevistados, 89 eram mulheres e 66 eram homens, com idade média de 70,7 anos, tendo a maioria até 4 anos de estudo, aposentados e/ou pensionistas, com companheiro(a), com renda mensal menor ou igual a um mil reais e que não morava sozinho(a). Ainda, 20,6% dos entrevistados revelaram utilizar algum tipo de medicina complementar, sendo a fitoterapia a mais citada (78,1%). Do total de entrevistados, 96,1% declararam usar medicamentos alopáticos e 52,3% afirmaram usar plantas medicinais. Conclui-se que poucos idosos utilizam as terapias complementares e que ainda prevalece o modelo biomédico nos atendimentos, talvez por falta de conhecimento, falta de investimentos públicos para a sua oferta, ou treinamento dos profissionais de saúde neste município. Faz-se necessária uma nova abordagem das Práticas Integrativas e Complementares na Saúde tornando-as mais conhecidas, beneficiando integralmente à saúde dos idosos.
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