IMPACTO DE UM PROGRAMA DE INTERVENÇÃO NUTRICIONAL EM ADULTOS E IDOSOS, COM HIPERTENSÃO ARTERIAL E/OU DIABETES MELLITUS
DOI:
https://doi.org/10.19141/2237-3756.lifestyle.v6.n2.p39-50Palavras-chave:
Idosos, Estado nutricional, Comportamento alimentarResumo
Introdução - Um dos principais causadores de obesidade e adoecimento da população é o desconhecimento dos bons hábitos nutricionais ou a não aderência a eles. Objetivo: Avaliar a efetividade de um programa de educação nutricional sobre o conhecimento de pacientes hipertensos e/ou diabéticos. Métodos: Estudo prospectivo, com amostra de 36 indivíduos, adultos e idosos de ambos os sexos, divididos igualmente em dois grupos (com e sem exposição à intervenção da nutricionista no programa de alimentação saudável). Os pacientes foram comparados quanto ao conhecimento nutricional por meio de questionários validados além de dados sociodemográficos e antropométricos. Resultados: O grupo com intervenção foi composto por (n=18) e o sem intervenção por (n=18). Em relação ao estado nutricional avaliado pelo IMC, 27,8% (n=10) apresentavam sobrepeso e 47,2% obesidade (n=17). O resultado do conhecimento nutricional da amostra total foi 52,8% moderado e 38,9% alto apesar de a maioria não ter concluído o ensino fundamental. Em relação ao IMC, destaca-se que os pacientes com sobrepeso e obesidade mostraram conhecimento nutricional de moderado a alto (sobrepeso com conhecimento nutricional moderado 70% e obesidade com conhecimento nutricional alto, 64.7%). Conclusão: Concluímos que os pacientes com diagnóstico de hipertensão e diabetes mellitus apresentaram moderado e alto conhecimento nutricional tendo o grau de escolaridade como fator principal na pontuação do Questionário de Conhecimento Nutricional. Contudo, este conhecimento não refletiu em modificações no comportamento alimentar.
Downloads
Referências
ALENCAR, B.; TORAL, N.; RECINE, E. RIZZOLO, A. Factors related to food involvement in the adult population. In: Revista de Nutrição, Campinas, v. 29, n. 3, p. 337-345, Jun 2016. Disponível em: <http://bit.ly/36OBLf5>. Acesso em: 19 dez 2019. DOI: https://doi.org/10.1590/1678-98652016000300004
ALMIRON-ROIG, E.; PASTOR, M. A.; MARTÍNEZ, J. A.; DREWNOWSKI, A. A neural basis for food foraging in obesity. In: The Behavioral and Brain Sciences, v. 42, n. 37, jan 2019 Disponível em: <http://bit.ly/2rUfLAN>. Acesso em: 19 de abril de 2019 DOI: https://doi.org/10.1017/S0140525X18001905
AMARAL, M. N.; SILVA, M. E. K. Atuação do nutricionista no Núcleo de Apoio à Saúde da Família: desafios da interdisciplinaridade no cuidado à saúde. In: Trabalho & Educação, v. 24, n. 2, p. 143-155, 2016. Disponível em: <http://bit.ly/2sISFNl>. Acesso dia 19 dez 2019.
AXELSON, M.; BRINBERG, D. The measurement and conceptualization of nutrition knowledge. In: Journal of Nutrition Education, v. 24, n. 5, p. 239-246, 1992. Disponível em: <http://bit.ly/2M9qhdZ>. Acesso em 19 dez 2019. DOI: https://doi.org/10.1016/S0022-3182(12)81238-6
BRASIL. Lei n.º 8.080, de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências, com alterações. Brasília, 1990.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de Promoção da Saúde. Brasília, 2006.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Diretrizes do NASF: Núcleo de Apoio a Saúde da Família / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. Brasília, 2010.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Análise de Situação de Saúde. Plano de ações estratégicas para o enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) no Brasil 2011-2022. Brasília, 2011a.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.488, de 21 de outubro de 2011. Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes e normas para a organização da Atenção Básica, para a Estratégia Saúde da Família (ESF) e o Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS). Brasília, 2011b.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 3.124, de 28 de dezembro de 2012: redefine os parâmetros de vinculação dos Núcleos de Apoio a Saúde da Família (NASF) modalidades 1 e 2 às Equipes de Saúde da Família e/ou Equipes de Atenção Básica para populações específicas, cria a modalidade NASF 3 e dá outras providências. Brasília, 2012
BRASIL - Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica: hipertensão arterial sistêmica. Brasília, 2013.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Núcleo de Apoio à Saúde da Família / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília, 2014a.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia alimentar para a população brasileira / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 2. ed.- Brasília, 2014b.
BRASIL. Ministério da Saúde - Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico. Estimativas sobre frequência e distribuição sociodemográfica de fatores de risco e proteção para doenças crônicas nas capitais dos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal em 2013. Brasília, 2017.
BRASIL. Ministério da Saúde - Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico. Estimativas sobre frequência e distribuição sociodemográfica de fatores de risco e proteção para doenças crônicas nas capitais dos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal em 2017. Brasília, 2018a. DOI: https://doi.org/10.5123/S1679-49742017000400003
BRASIL – Ministério da Saúde. Relatório do III Fórum de monitoramento do plano de ações estratégicas para o enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis no Brasil. Brasília, 2013, publicação em 2018b.
BRAVO, A. M; MARTIN, N. U; GONZALEZ, A. G. Evaluación de los hábitos alimentarios de una población de estudiantes universitarios en relación con sus conocimientos nutricionales. Nutr. Hosp., Madrid, v. 21, n. 4, p. 466-473, ago 2006. Disponível em: <http://bit.ly/36RrT47>. Acesso em 19 dez 2019.
BROGNOLLI, J. S.; CERETTA, L. B; SORATTO, J.; TOMASI, C. D.; RIBEIRO, R. S. V. Relação entre estado nutricional e conhecimento sobre alimentação adequada e saudável de escolares. Revista Brasileira de Qualidade de Vida, Ponta Grossa, v.10, n. 2, abr/jun 2018. Disponível em: <http://bit.ly/390d7Kv>. Acesso em 19 dez 2019. DOI: https://doi.org/10.3895/rbqv.v10n2.7966
CALAFIERO, E.T.; JANÉ-LLOPIS, E. The Global Economic Burden of Noncommunicable diseases. In: World Ecomnomic Forum, Londres, p. 1-48 set 2011. Disponível em: <http://bit.ly/2s7mE1p>. Acesso em 20 dez 2019
CAVALCANTI, A. D.; CORDEIRO, J. C. As ações intersetoriais na Estratégia de Saúde da Família: um estudo da representação do conceito de saúde e de suas práticas na Atenção Básica. In: Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, v. 10, n. 37, p. 1-9, 2015. Disponível em: <http://bit.ly/2sJIEzw>. Acesso em: 20 dez 2019. DOI: https://doi.org/10.5712/rbmfc10(37)1059
DUNCAN, B. B. et al. Doenças Crônicas não transmissíveis no Brasil. In: Revista de Saúde Pública, v. 46, p 126 -134, São Paulo, 2012. DOI: https://doi.org/10.1590/S0034-89102012000700017
FALKENBERG, M. B.; MENDES, T. P. L.; MORAES, E. P.; SOUZA, E. M. Educação em saúde e educação na saúde: conceitos e implicações para a saúde coletiva. Ciência & saúde coletiva, v. 19, n. 3, p. 847-52, mar 2014. Disponível em: <http://bit.ly/2Z74hGd>. Acesso em 20 dez 2019. DOI: https://doi.org/10.1590/1413-81232014193.01572013
FONTANIVE R., PAULA T. P., PERES W. Avaliação da Composição Corporal de Adultos. In: Duarte ACG. Avaliação Nutricional: Aspectos Clínicos e Laboratoriais. 1° ed. São Paulo: Editora Atheneu; 2007. p. 40-63.
GOULART, F. A. A. Doenças crônicas não transmissíveis: estratégias de controle e desafios e para os Sistemas de Saúde. Brasília: Organização Pan-Americana de Saúde e Ministério de Saúde, 2011. Disponível em: <http://bit.ly/2EBXQRV>. Acesso em: 20 dez 2019.
IBGE - Instituto Brasileiro De Geografia E Estatística. Pesquisa Nacional de Saúde 2013: percepção do estado de saúde, estilos de vida e doenças crônicas: Brasil, grandes regiões e unidades da federação. Rio de Janeiro: IBGE, 2014. Disponívem em: <http://bit.ly/38Uqnjv>. Acesso em 20 dez 2019.
IDH: Os 20 melhores e os 20 piores distritos de São Paulo. O Estado de São Paulo. São Paulo, 25/04/2016. Disponível em: <http://bit.ly/2PGpovT>. Acesso em 18 jun. 2019.
LINHARES, S.; HICKMANN, F.; ROSA, C.; FERNANDES, G.; MUSSOI, T. D.; BLÜMKE, A. C. Implementação de protocolos para DCNT: diabetes mellitus e hipertensão. In: Disciplinarum Scientia, v. 15, n. 2, p. 231-237, 2014. Disponível em: <http://bit.ly/2S8VYYV>. Acesso em: 20 dez 2019.
OMS - ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Obesidade: prevenindo e controlando a epidemia global. Relatório da Consultadoria da OMS. Genebra, 2004.
ONU - ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Nações Unidas no Brasil. FAO alerta para obesidade na América Latina e Caribe. Disponível em: <http://bit.ly/35I8WAQ> 7 mar. 2018.
ONU - ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. General Assembly. Resolution adopted by the General Assembly on 1 April 2016, 70/259. United Nations Decade of Action on Nutrition (2016–2025). 15 abr. 2016
PRATES, R.E.; SILVA, A.C.P. Avaliação do conhecimento nutricional e de hábitos alimentares de pacientes com doenças crônicas não transmissíveis em hospital particular no sul do Brasil. In: Revista da Associação Brasileira de Nutrição, Ano 5, n. 1, p. 21-27, Jan-Jun, 2013. Disponível em: <http://bit.ly/2EDObu5>. Acesso em: 20 dez 2019.
RUBIN, B. A.; STEIN, A. T.; ZELMANOWICZ, A. M.; ROSA, D. D. Perfil antropométrico e conhecimento nutricional de mulheres sobreviventes de câncer de mama do sul do Brasil. Revista Brasileira de Cancerologia, v. 56, n. 3, p. 303-309, 2010. Disponível em: <http://bit.ly/2tCLoPG>. Acesso em 20 dez 2019. DOI: https://doi.org/10.32635/2176-9745.RBC.2010v56n3.1478
SÃO PAULO. Secretaria Estadual de Saúde. Doenças crônicas não-transmissíveis e agravos. Governo do Estado de São Paulo. Divisão de Doenças Crônicas não Transmissíveis, 2015.
SÃO PAULO. Secretaria Municipal de Saúde. Indicadores de Saúde da Cidade de São Paulo. Prefeitura Municipal de São Paulo. Setor de Epidemiologia e Informação, 2019. Disponível em: <http://bit.ly/35IbqiE> Acesso em: 02 de maio de 2019.
SARTORELLI, D.S. SCIARRA, C. E.; FRANCO, L. J.; CARDOSO, M. A. Beneficial effects of short term nutritional conselling at the primary health-care level among Brasilian adults. In: Public Health Nutrition, v. 8, n. 7, p. 820-825, 2004. Disponível em: <http://bit.ly/2ZgkYPy>. Acesso em 20 dez 2019. DOI: https://doi.org/10.1079/PHN2005737
SCAGLIUSI, F. B.; POLACOW, V. O.; CORDÁS, T. A.; COELHO, D.; ALVARENGA, M.; PHILIPPI, S. T.; LANCHA JÚNIOR, A. H. Tradução, adaptação e avaliação psicométrica da Escala de Conhecimento Nutricional do National Health Interview Survey Cancer Epidemiology. In: Revista de Nutrição, v. 19, n. 4, p. 425-436, 2006. Disponível em <http://bit.ly/34FoG6q>. Acesso em 20 dez 2019. DOI: https://doi.org/10.1590/S1415-52732006000400002
SCHMIDT, M. I.; DUNCAN, B. B, AZEVEDO E SILVA, G.; MENEZES, A. M; MONTEIRO C. A.; BARRETO, S. M.; CHOR, D.; MENEZES P. R. Chronic non-communicable diseases in Brazil: burden and current challenges. In: Lancet. v. 377, n. 9781, p. 1949-1961, 2011. DOI: https://doi.org/10.1016/S0140-6736(11)60135-9
SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES – SBD. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes. Disponível em: <http://bit.ly/38ZIEfi> Acesso em: 26 de novembro de 2018
SOCIEDADE BRASILEIRA DE HIPERTENSÃO - SBH. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Hipertensão. Disponível em: <http://bit.ly/2MeSkZU>. Acesso em: 26 de novembro de 2018
SOUZA, M. M. Avaliação de programas sociais: um estudo sobre os efeitos de um programa de educação alimentar visando à melhoria de hábitos alimentares. Tese (Doutorado em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações) - Universidade de Brasília, Brasília, 2010.
WHO – WORLD HEALTH ORGANIZATION. Obesity: preventing and managing the global epidemic. Report of a WHO Consultation. World Health Organization Technical Report Series, 2000.
WHO - WORLD HEALTH ORGANIZATION. Global Recommendations on Physical Activity for Health. Geneva, 2010.
WHO - WORLD HEALTH ORGANIZATION. From burden to “best buys”: reducing the economic impact of non-communicable diseases in low- and middle-income countries: executive summary 2011. Geneva, 2011a.
WHO – WORLD HEALTH ORGANIZATION. Global status report on noncommunicable diseases 2010. Geneva, 2011b.
WHO - WORLD HEALTH ORGANIZATION. World health statistics 2012. Geneva, 2012.
WHO - WORLD HEALTH ORGANIZATION. Global status report on noncommunicable disease 2014. Geneva, 2014.
WHO - WORLD HEALTH ORGANIZATION. Brazil first country to make specific commitments in UN Decade of Action on Nutrition. 22 maio 2017
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2020 Life Style

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os autores mantêm os direitos autorais sobre os trabalhos publicados e concedem ao Journal of Interdisciplinary Lifestyle Studies o direito de primeira publicação.
Os artigos são publicados sob a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0). Essa licença permite que terceiros compartilhem, copiem, distribuam, reproduzam, adaptem, transformem e criem materiais derivados da obra, para qualquer finalidade, inclusive comercial, desde que sejam respeitadas as seguintes condições:
- seja atribuído o devido crédito aos autores;
- seja indicada a fonte da publicação original;
- seja incluído um link para a licença;
- sejam informadas eventuais alterações realizadas no conteúdo;
- não seja sugerido que os autores ou a revista apoiam o uso realizado.
A licença não elimina os direitos morais dos autores nem autoriza o uso de elementos pertencentes a terceiros que não estejam abrangidos pela licença do artigo.
Os autores podem celebrar contratos adicionais para distribuição não exclusiva da versão publicada, incluindo depósito em repositórios institucionais, publicação em livros, divulgação em páginas pessoais e utilização para fins acadêmicos, desde que seja reconhecida a publicação original no periódico.
Ao submeter e publicar o trabalho, os autores declaram que possuem autorização para licenciar o conteúdo e que eventuais imagens, tabelas, instrumentos, bases de dados ou outros materiais de terceiros foram utilizados com a devida permissão ou de acordo com as limitações legais aplicáveis.
This work is licensed under Creative Commons Attribution 4.0 International



